domingo, 23 de fevereiro de 2014

É muito lamentável viver pensando que as coisas da vida são por tempo limitado. Isso me deprime e faz com que não haja sentido em se prosseguir com algo fadado a um imprevisível término que, talvez, venha trazendo o fracasso.

Por isso evito pensar nisso. Não só evito, como tento imaginar que as coisas que estão boas serão para sempre e torço, lá no fundo, para estar certo.

Claro que, às vezes – como agora –, eu lembro da brevidade dos momentos, das relações, dos sentimentos... Isso me deprime.

A vida é curta, mas o triste mesmo é que as coisas boas da vida são ainda menos extensas.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

É cedo ou tarde?

... Agora é tarde pra tremer de medo e ainda é cedo pra morrer de culpa...

Não tem volta. O pavio foi aceso e as bombas vão explodir. Espero que a maioria delas exploda em alegria. Esperar é só o que posso fazer, porque o pavio já está pegando fogo...

Hoje muita gente disse que eu penso errado. Que eu posso escolher, que poderia ser tudo mais fácil para mim se eu não fosse neurótico.
Claro que é verdade. Uma parte de mim sabe bem disso.
Mas outra parte não sabe. E sabendo ou não, o pavio foi acesso e está pegando fogo. As bombas já começaram a explodir, mas muitas outras estão pela frente.

Que cada bomba seja de alegria ímpar e só algumas poucas sejam um pouquinho incômodas. Que eu não me queime e nem respire fumaça. Mas, acima de tudo, que o pavio não apague.